Mercado Automotivo
MG Motor chega a Goiânia: Tecar une tradição familiar ao futuro dos carros elétricos
A chegada da MG Motor à Tecar, em Goiânia, aproxima o público goiano de uma nova geração de veículos elétricos. Entre tradição familiar, expansão da marca no Brasil e modelos como o Cyberster, a concessionária inicia um novo capítulo no mercado automotivo de Goiás.

Quem é apaixonado por carros percebe rapidamente quando alguma coisa diferente chega ao mercado. Não é apenas o lançamento de mais um modelo ou a abertura de mais uma concessionária. É aquele momento em que design, tecnologia, performance e história se encontram e fazem o público parar para olhar.
Foi exatamente essa atmosfera que marcou a chegada da MG Motor à Tecar, em Goiânia.
A nova operação aproxima o consumidor goiano de uma marca centenária, conhecida mundialmente por sua tradição esportiva e que agora vive uma nova fase com forte presença no universo dos veículos eletrificados.
Uma nova estrela no mercado automotivo de Goiás
Fundada em 1924 no Reino Unido, a MG construiu sua história ligada principalmente aos esportivos britânicos. Décadas depois, a marca passou a integrar a estrutura da chinesa SAIC Motor, um dos grandes grupos automotivos internacionais.
Essa combinação criou algo bastante particular: a tradição e o desenho característico de uma marca britânica associados à capacidade tecnológica e industrial de um dos maiores grupos automotivos da China.
No Brasil, a MG iniciou uma estratégia de expansão baseada em veículos elétricos, ampliação da rede de concessionárias e, mais recentemente, na preparação para produção nacional.
Em Goiânia, essa nova etapa ganha força por meio do Grupo Tecar.
Tecar: uma história construída em família
A própria trajetória da Tecar ajuda a explicar a relevância dessa chegada.
O grupo começou sua história em Goiânia em 1993 e, ao longo das décadas seguintes, ampliou sua presença representando diferentes fabricantes e expandindo suas operações para outros mercados.
No centro dessa trajetória está João Maurício Martins Normanha, fundador e presidente do Grupo Tecar.
A continuidade do negócio também ganhou participação direta da família. Documentos institucionais do próprio grupo identificam seus filhos João Henrique Abrão Normanha e Mariana Abrão Normanha entre os diretores da organização.
Registros empresariais também mostram João Maurício e João Henrique ligados à administração e ao quadro societário de empresas da Tecar.
É uma história de sucessão empresarial que agora encontra uma transformação igualmente importante dentro do próprio setor automotivo.
De uma geração de empresários para outra. E, ao mesmo tempo, de uma geração de automóveis para outra.
O carro que faz as pessoas pararem para olhar
Entre os modelos apresentados pela MG, um deles praticamente dispensa apresentações quando aparece diante do público: o MG Cyberster.
Baixo, largo, conversível e com portas de abertura vertical, o esportivo elétrico parece ter sido criado justamente para desafiar a antiga ideia de que carros elétricos precisam ser apenas eficientes ou econômicos.
O Cyberster procura colocar emoção no centro dessa nova era.
Na configuração oferecida no mercado brasileiro, o modelo entrega aproximadamente 510 cv de potência e acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 3,2 segundos.
Mas os números contam apenas parte da história.
Ao vivo, são as proporções do carro, as portas elevadas, a posição baixa de condução e o visual futurista que transformam o Cyberster em uma atração praticamente instantânea.
É o tipo de automóvel que faz até quem ainda olha com alguma distância para a eletrificação querer chegar mais perto.
A eletrificação começa a ganhar outra imagem
Durante muito tempo, a discussão sobre carros elétricos esteve concentrada em autonomia, bateria, tempo de recarga e economia.
Esses fatores continuam importantes, mas o mercado entrou em uma fase diferente.
Modelos como o Cyberster mostram que a eletrificação também pode estar associada a performance, esportividade, tecnologia e desejo.
É uma mudança relevante na maneira como o público começa a enxergar esse tipo de veículo.
O consumidor que entra em uma concessionária da MG pode procurar um automóvel para uso cotidiano, conhecer SUVs elétricos ou simplesmente querer entender melhor como funciona essa tecnologia.
Mas a presença de um esportivo como o Cyberster cria um efeito adicional: transforma a visita em experiência.
A estratégia da MG no Brasil vai além das concessionárias
A chegada da marca a Goiás acontece dentro de um movimento bem maior.
Em junho de 2026, a MG confirmou a produção de veículos no Brasil utilizando a Planta Automotiva do Ceará, em Horizonte.
O projeto envolve aproximadamente R$ 400 milhões em investimentos relacionados à preparação industrial, inovação e desenvolvimento.
A primeira etapa prevê a produção de modelos elétricos, reforçando que a empresa não pretende limitar sua atuação brasileira apenas à importação de veículos.
O anúncio contou com a participação de Li Yang, CEO da operação brasileira da MG Motor, além de representantes envolvidos na implantação industrial da marca no país.
Esse movimento ajuda a dimensionar o que está acontecendo.
A expansão das concessionárias, a chegada de novos modelos e a preparação para produção nacional fazem parte da construção de uma operação brasileira de longo prazo.
Goiânia entra nessa nova rota
É nesse contexto que a Tecar passa a ocupar uma posição estratégica em Goiás.
A concessionária instalada no Jardim Goiás coloca o público local diante de uma marca que traz mais de um século de história, mas que ao mesmo tempo tenta construir sua identidade para a próxima geração do automóvel.
E essa combinação encontra terreno fértil em um mercado cada vez mais interessado em tecnologia, design e novas formas de mobilidade.
Para quem acompanha o setor automotivo, a chegada da MG à Tecar representa mais do que uma nova bandeira na fachada de uma concessionária.
Ela simboliza como rapidamente o mercado está mudando.
De pai para filho. Do motor a combustão para uma nova geração elétrica.
Existe também um simbolismo interessante nessa história.
A Tecar foi construída ao longo de mais de três décadas acompanhando diferentes fases do mercado brasileiro de automóveis.
Agora, enquanto João Maurício e João Henrique representam gerações diferentes dentro de uma mesma trajetória empresarial, a própria indústria passa por uma mudança de geração.
Motores elétricos, baterias, softwares, conectividade e novos sistemas de assistência estão mudando aquilo que o consumidor espera encontrar dentro de um carro.
Mesmo assim, uma coisa continua exatamente igual.
O automóvel ainda precisa despertar emoção.
E basta observar a reação das pessoas diante de um Cyberster com suas portas abertas para entender que, nesse aspecto, o futuro continua falando a mesma língua dos apaixonados por carros.
A MG Motor chegou à Tecar. E Goiânia acaba de ganhar mais um endereço para acompanhar de perto uma das maiores transformações da história do automóvel.



